Emoções
Você
já parou diante de um quadro, de uma escultura,
ao som de uma música ou de uma poesia, apreciando
a beleza, o sentimento provocado diante da situação?
Quantas vezes já choramos ao assistir um filme,
ler um romance ou poesia, como se aquilo fosse parte
da nossa vida? Ou que gostaríamos que fosse.
E quantas vezes já escondemos as lágrimas
ou o medo, e tentamos disfarçar esses sentimentos,
por que não sabíamos o que fazer com
eles?
Quem nunca ficou sem palavras diante de uma bela flor,
uma formação de nuvens ou do movimento
das ondas em uma praia que até tentamos eternizar
numa fotografia ou filmagem, como se elas fossem capazes
de perpetuar nosso sentimento daquele momento? Sentimentos
e emoções que não compreendemos
e não sabemos explicar.
Diante das primeiras coisas somos levados a apreciar
a inteligência, sensibilidade e capacidade de
quem é capaz de materializar essas coisas,
reconhecendo toques de criatividade e, em alguns casos,
considerando-os geniais por serem capazes de despertar
em nós os mais profundos sentimentos.
Diante das coisas naturais, difícil imaginarmos
que o caos ou o acaso puro e simples seriam capazes
de resultar em coisas que identificamos como harmonia
e a beleza. Ainda que muitas vezes haja beleza no
caos, como um turbilhão de nuvens em movimento
em meio a uma tempestade ou os traçados dos
relâmpagos que brilham num temporal.
Buscamos coisas que sejam capazes de despertar nossos
sentimentos e sacudir nossas emoções.
Se isso não acontece, não perdemos nosso
tempo. Quantos livros já foram deixados pela
metade por que não foram capazes de “mexer
com a gente”? E seja um escritor, um pintor,
escultor, músico ou poeta, quanto mais são
capazes de despertar em nós as emoções,
mais apreciamos a sua obra.
Esses sentimentos, sejam eles o amor, a alegria, a
tristeza, a angústia, a ansiedade ou mesmo
o medo, nos fazem olhar para nós mesmos. Mesmo
que se apresentem como um turbilhão de emoções
quando não sabemos definir o que sentimos,
nos fazem sentir vivos, pulsantes. Na verdade, nos
fazem sentir prazer. E como isso é bom!
Nem todos somos escritores, pintores ou poetas, sabemos
disso. Mas, há pessoas que são capazes
de despertar em nós esses mesmos sentimentos
de prazer. Com palavras ou brincadeiras, com um sorriso
ou uma expressão, são capazes de nos
fazer felizes, ainda que de maneira passageira, mas
felizes. Fazem-nos reencontrar o que temos de melhor
em nós mesmos. Ou a não esquecer o que
somos. E gostamos de ser e estar felizes.
Jesus tinha essa habilidade com as pessoas. Ninguém
que se encontrava com ele, saia da mesma maneira que
chegava. Talvez por isso a história do cristianismo
tenha se tornado uma força revolucionária
na história do mundo, depois de começar
com um tímido grupo de doze homens e algumas
mulheres.
Não importa em que grupo de pessoas você
está. Se é capaz de escrever, pintar,
esculpir ou cantar. Ou não sabe fazer nada
disso. Mas, certamente faz parte de quem pode fazer
diferença na vida daqueles que estão
ao seu redor. E diferença para melhor. Faça
isso.
E seja feliz!
Alberto
Stassen |