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Vidas

Nessa semana acompanhamos uma tragédia na cidade do Rio de Janeiro. Três prédios, um de vinte andares, o segundo de dez, e um menor de quatro andares desabaram em pleno coração da cidade. Nesses prédios, algumas centenas de pessoas trabalhavam diariamente, outras tantas estudavam e alguns moravam lá, por conta de suas atividades.

Por ter acontecido já à noite, fora do horário comercial, o que poderia ter sido uma tragédia de centenas, talvez milhares, de pessoas, continuou sendo a tragédia de vinte e duas pessoas que morreram, de diversas famílias pela perda dessas vidas. O mais perto que cheguei pessoalmente desse acontecimento foi através de um colega de trabalho, cujo sogro tinha um escritório em um dos prédios e estava totalmente desolado pela perda total de máquinas e equipamentos. Esses prejuízos materiais, certamente atingiram muitas outras centenas de pessoas. Empresários e funcionários das empresas que ali trabalhavam, porovendo para suas vidas e de suas famílias.

Dinheiro, bens e outros recursos materiais podem ser recuperados. Os seguros podem restituir, pode-se continuar trabalhando e reconstruir o patrimônio. Vidas, não.

Em dezembro, tive essa experiência em família. No domingo de Natal visitamos parte da família. Estivemos com o Luciano, marido de uma sobrinha. Um amigo que gostava muito de informática e sempre que nos encontrávamos, conversamos a respeito. Nesse dia, conversamos sobre carros. Me levou para um passeio e falava sobre suas expectativas de vida, citando o carro como um sonho de consumo. Naquela semana ele se foi. Aos 37 anos, na metade da vida, se consideramos as informações sobre expectativa de vida dos brasileiros. Mas, ninguém vive a vida pela metade. A vida é sempre inteira.

E a morte sempre nos faz refletir. Nos leva a questionar algumas frases prontas da filosofia popular, que sempre ouvimos sendo repetidas com ares de verdade: a primeira, é de que a única coisa que importa é a morte, por ser a única coisa da qual não podemos escapar. E onde todos nos igualamos. Não é verdade. A única coisa que importa é a vida. Só reflete sobre a morte quem está vivo. Só tem oportunidade de avaliar novas perspectivas quem está vivo. A morte só deixa saudades para quem continua vivo.

A segunda frase bastante comum é a de que ninguém é insubstituível. Também não é verdade. Cada um de nós é insubstituível. Nossas tarefas, as coisas que fazemos ou deixamos de fazer, essas coisas, jamais são feitas da mesma forma por pessoas diferentes. Tudo aquilo que fazemos leva um pouco de nossa visão de mundo, nossas percepções e interpretações dos fatos que testemunhamos. Nossos aprendizados e nossas escolhas.

Isso nos lembra da solidariedade para com aqueles que perdem pessoas amigas, queridas, amadas. E, de certa forma, até com aqueles que perdem seus bens, seus pertences, os meios com quais proviam para suas vidas e de suas famílias. E de como é importante estarmos vivos, ainda que nem sempre tenhamos ou façamos tudo o que queremos.

Temos ainda a oportunidade de mudarmos nossos rumos. Nossas escolhas não são definitivas. Nunca são. Podem ser alteradas. Ainda quando perdemos tudo que considerávamos importante, temos a chance de recomeçarmos. Nossas vidas não são livros escritos, com roteiros já predeterminados que só nos resta seguir.

A vida cristã nos lembra dessa importância quando nos apresenta uma responsabilidade pessoal e intransferível por cada decisão que tomamos. Tanto em relação a essa vida quanto pela eternidade. Existem, sim, circunstâncias que não podemos alterar. Sobre essas não há por que ficarmos questionando. Mas, na maioria das vezes experimentamos os resultados de nossas próprias ações e decisões. Então, vamos cuidar dessas.

Faça isso. E seja feliz!!!

Alberto Stassen

PARA PENSAR!

Na semana passada, ao tomar banho, comecei a espirrar sem parar. O nariz começou a coçar, meus olhos ficaram irritados e inchados. Para quem não sabe do que estou falando, esses são os sintomas da *rinite; *um termo médico que se refere à inflamação crônica ou aguda da mucosa nasal.

Quem sofre de rinite, ou qualquer outra doença alérgica, sabe que não existe cura, mas sim um tratamento para amenizar e controlar o incômodo que a alergia trás. Para que o tratamento seja efetivo, é necessário tomar os medicamentos corretos nos intervalos prescritos pelo médico, sendo necessário reservar um tempo para o tratamento. Nem todo mundo gosta, não é?

Talvez você ainda não esteja entendo a que ponto quero chegar, mas conseguirá compreender. Se a minha rinite atacou, foi por que, de forma irresponsável, deixei de tomar os remédios receitados pelo médico. Por isso, tive que arcar com as consequências. Assim também acontece em nossa vida espiritual. Sabemos que precisamos de Deus e por diversas vezes
insistimos em deixá-lo de lado, por que, aparentemente, parece estar tudo bem em nossas vidas. Logo, se tudo começa a dar errado, não pensamos duas vezes em recorrer a ele.

Não precisa ser assim. Não precisamos esperar a situação piorar para pedir a ajuda de Deus. Coloque Deus no centro de todas as suas vontades e necessidades. Assim, quando os problemas surgirem, você não ficará inquieto, impaciente e irritado. Saberá que se aconteceu era por que foi necessário, e não por conta de sua irresponsabilidade.

*“Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o Senhor…” Jeremias 29.13-14

Diana Trajano

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