A Câmara dos Deputados aprovou no último dia 20 o Projeto de Lei 2002, já aprovado pelo Senado, que inclui no Código Civil a guarda compartilhada dos filhos por pais separados e divorciados. Embora isso já fosse uma prática, ainda é também motivo de muitas discórdias e desavenças entre casais separados.
Na prática, isso significa que todas as decisões relativas a filhos de um casal que se separou ou divorciou terão de ser tomadas em conjunto. Antes dessa lei, quem tinha a guarda dos filhos acabava tendo maior responsabilidade em relação à educação, saúde e atividades de lazer e o ex-cônjuge limitava-se muitas vezes à responsabilidade com parte das finanças e, por vezes, nem isso.
Isso permitirá que, ao invés de terem dias específicos para viverem com os pais ou mães, as crianças poderão ter uma convivência maior e mais equilibrada com pai e mãe, ainda que estes vivam separados, o que é fundamental para o desenvolvimento do caráter e de uma personalidade sadia e equilibrada. O mais importante desta lei é que ela deixa mais clara a responsabilidade conjunta na criação dos filhos.
Essa é uma decisão decorrente das profundas mudanças pelas quais a família vem passando nos últimos trinta anos e cujos resultados são sofridos por toda a sociedade. A falta de um ambiente familiar saudável é apontada como uma das causas para o envolvimento do jovem com drogas. Segundo Hélia Barbosa, muitas das crianças e adolescentes que são envolvidas na prostituição tentam apenas seguir os padrões de comportamento violento ou autodestrutivo dos pais ou do núcleo familiar onde cresceram.
A vivência de um ambiente familiar saudável e acolhedor, onde os princípios do amor, fidelidade, respeito à individualidade e dignidade, tal qual a Bíblia Sagrada nos orienta, é uma receita que precisa ser seguida, se desejamos ter crianças sadias sob todos os aspectos e uma sociedade menos violenta e com menos degradação moral.
Autor
Pr. Alberto - 25/05/2008