Pacto de Paz
“Disse, pois, Abraão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos irmãos”. (Gênesis 13 - 8)

Quem lida com gente, volta e meia se vê diante de desentendimentos. Irmãos brigam por brinquedos, objetos pessoais ou até pelo maior pedaço do bolo. C0olegas se desentendem por causa de tarefas, de sala, de posições ou cargos. A te na igreja acontecem desentendimentos por causa de cargos, opiniões divergentes ou temperamentos. Há casos em que os desentendimentos tomam tal vulto, que resultam em separação. Mas separações podem acontecer com concordância e na paz.
No texto de hoje, convivemos com uma separação amigável, resultada da proposta de um servo de Deus pacífico, cordato e altruísta. Abraão não convidou Ló para acompanhá-lo, pois a ordem de Deus era: “Sai da terra e da parentela”, mas Ló decidiu ir junto, não deu certo, pois Ló não estava incluído no plano divino. O gado de ambos havia se multiplicado, já não podia estar junto e seus pastores se desentendiam. Riquezas, bens materiais criam inimizades e guerra entre membros da mesma família. E cada um age de acordo com seu caráter e temperamento.
Abraão mostrou um espírito altruísta e até humanitário – deu preferência na escolha ao menos favorecido dos dois. Deus a Ló a oportunidade de escolher a sua terra. Se fosse hoje, diríamos que Abraão mostrou-se profundamente cristão.
Ló não foi sábio na escolha, pois o território que ele escolheu era terrivelmente depravado, chegando a ser destruído por Deus. Falhou não consultando a Deus antes da escolha, agiu impensadamente. Abraão mostrou-se sábio, altruísta, marcas de um servo obediente e de fé.
Bom seria que não houvesse dissidências e separações. Mas se houver necessidade disso, para evitar contendas, que tudo seja feito na sabedoria do Senhor, com entendimento e paz.

Dulce Consuelo Silveira Lopes Purin
Manancial - 2007