Salvação, de dia em dia

“...Tarefas difíceis, eu sei, mas Jesus Cristo não me deixa só nesta missão: além de estar comigo (o melhor da vida é que Jesus está comigo, confor-me Mateus 28.20 — não é?), Ele me deixa numa igreja e me põe numa igreja... "

Jesus Cristo é a única esperança. Jesus Cristo é a única esperança para uma vida digna deste nome. Desde que o pecado se aninhou no coração do homem, por escolha gerada no ventre da sua liberdade, sua única esperança de liberdade é a entronização de Jesus Cristo no seu humano coração. Fora disso, é fantasia de vida, não vida. Se cada cristão tivesse uma placa diante de si, com este conteúdo revolucionário, a história do Brasil (para falarmos do que conhecemos) seria outra. Com esta placa diante do seu nariz, todo cristão proclamaria de dia em dia a salvação que Jesus Cristo traz para a vida que se abre para aninhá-lo no seu coração.
Sem esta autoproclamação (sim, precisamos pregar primeiramente a nós mesmos), muitos acabamos por imitar as vidas dos que vivem fantasias de vida, com Jesus Cristo ausente. A roda, de que dramaticamente fala o Salmo 1, ainda nos seduz, estupidamente, perversamente. Celebramos pouco a Jesus Cristo. Proclamamos pouco a salvação que só está em Jesus Cristo. Olhando para mim mesmo, culpado também desses erros (celebro pouco a Jesus Cristo; proclamo pouco a Jesus Cristo), preciso me comprometer a celebrar a Jesus Cristo, no interior da manhã reservado para alguns instantes (instantes! Quando precisaria que fossem horas) de conversa com o Amigo; preciso me comprometer a proclamar Jesus Cristo como autor e realizador da minha vida, e de uma forma tal que não queira me calar aos meus vizinhos, mas, mesmo que silencie, pela vida que há em mim os meus vizinhos escutarão o meu testemunho; preciso me comprometer a proclamar Jesus Cristo como autor e realizador da vida também para aqueles a quem não conheço, onde quer que estejam e como quer que estejam, do Oiapoque ao Chuí (como aprendemos no hino missionário).
Tarefas difíceis, eu sei, mas Jesus Cristo não me deixa só nesta missão: além de estar comigo (o melhor da vida é que Jesus está comigo, confor-me Mateus 28.20 — não é?), Ele me deixa numa igreja e me põe numa igreja. É nela que vivo o desafio, errando e acertando. E então, preciso me comprometer com a igreja, que, embora não seja senhora da salvação, mas filha dela, de tal modo que me envolva nos seus compromissos de proclamação. Gosto da igreja e preciso gostar da igreja, mas não posso me contentar com uma igreja por causa dos cultos que nela celebro ou por causa do cuidado que nela recebo, porque se o fizer me esquecerei da razão para que a igreja principalmente existe: proclamar vida em Jesus Cristo. Se eu me esquecer da minha missão de proclamar vida, eu me esquecerei da razão da minha vida.

Pr. Israel Belo de Azevedo- Pr. da Igreja Batista Itacuruçá . RJ